Empresários, artistas e esportistas decidem entrar na política e disputar votos em 2018.

Patrícia Ellen, ex-executiva e fundadora do Agora!: “É preciso sair do sofá” Foto: Hélvio Romero/Estadão
A política não é mais um problema dos outros. Ao invés do cansaço e da letargia, a crise ética que se faz interminável no universo político nacional criou um ambiente de mais participação e engajamento na sociedade. Empresários, artistas, esportistas e mesmo o cidadão comum parecem mais dispostos a seguirem um velho conselho: faça você mesmo.
Esse engajamento que, sim, passa pela política, não necessariamente está vinculado a um desdobramento partidário ou eleitoral, mas, principalmente, a formas de pressão e de ação. Essa participação tem se dado através de movimentos cívicos, ONGs e de grupos que se organizam em torno de ideias e ideais.
Veja o emblemático caso da produtora e atriz Paula Lavigne – que tem usado o seu poder de articulação para reunir artistas em torno das mais diversas causas. Em 2017, ela criou o movimento 342 Agora – que atuou a favor da denúncia contra o presidente Michel Temer e pela preservação da Amazônia.
A produtora nega que pretenda ter uma carreira eleitoral, mas não renega a política. “Há uma grande desilusão com a classe política brasileira. Os brasileiros se sentem cada vez menos representada por eles. O 342 e outros movimentos têm debatido a proposta de realizar uma convenção aberta, democrática, popular, reunindo coletivos e indivíduos que buscam um novo momento da política. Creio que desse movimento surgirão nomes novos”, disse. As informações são de Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo.
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