Funcionários do IBGE decidem na quinta-feira se entram em greve.
Servidores defendem a autonomia técnica do órgão e mais democracia nas decisões internas
Funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) se reúnem amanhã em assembleias pelo País para discutir uma possível greve de servidores, o que poderia prejudicar o andamento de pesquisas e agravar ainda mais a crise institucional que o instituto atravessa. O movimento é comandado pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatísticas (ASSIBGE), que contesta a suspensão das próximas divulgações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
Segundo a direção do sindicato, os servidores defendem a autonomia técnica do órgão e mais democracia nas decisões internas. Também integram a pauta de discussões de amanhã as reivindicações dos servidores por melhores salários, realização de concursos públicos e o fim da substituição do quadro permanente por trabalhadores terceirizados e mal remunerados.
“Haverá assembleias em distintas partes do País”, afirmou Ana Magni, uma das diretoras da ASSIBGE. No Rio, a reunião está marcada para 13h, na filial da Avenida Chile, no Centro da cidade. Em nota, o sindicato afirma que as assembleias “devem apontar para uma paralisação ou mesmo a possibilidade de a categoria entrar em greve”.
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