Alves mantém estratégia de sempre de dividir para se manter no poder.

Um Alves fica de um lado, outro Alves fica de outro e um terceiro segue por outros caminhos . Assim, ganhe quem ganhar, sempre tem um membro da família perto do poder e, de alguma forma, eles sempre se encontram mais à frente.


A estratégia é velha e costumeiramente é colocada em prática em anos eleitorais pela fanília política mais poderosa do Rio Grande do Norte: um Alves fica de um lado, outro Alves fica de outro e um terceiro segue por outros caminhos . Assim, ganhe quem ganhar, sempre tem um membro da família perto do poder e, de alguma forma, eles sempre se encontram mais à frente e gozam de vantagens.
 
Há poucos dias, o deputado federal Walter Alves (PMDB) desembarcou do Governo Dilma Rousseff. Disse que a presidente perdeu a condição de governar o país.
 
O senador Garibaldi Alves (PMDB), pai de Walter, tomou café semana passada com manifestantes pró-impeachment. Mas não disse sim ou não. Garibaldi, que foi ministro de Dilma Rousseff (PT), está pressionado pelos dois lados e só decide na prorrogação do jogo. Como sempre. 
 
O ministro Henrique Alves (PMDB), como seria de se esperar, continua no Governo, mesmo com aliados e amigos fora. Leia-se: vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha,  o primeiro em rota de saída do Governo. Eles não perdem os cargos abandonando Dilma. Henrique perde.
 
O momento é complexo para se analisar os motivos de cada um. Vamos então aos indícios:
 
Henrique continua no Governo não somente porque perdeu a eleição para Robinson, mas porque é investigado e, como ministro, tem foto privilegiado em relação à Justiça.
 
Walter sai da base do Governo não somente pelos motivos que anuncia. Mas também porque seu primo, Henrique, está tomando suas bases nos municípios potiguares. Ou seja, Henrique quer voltar para a Câmara Federal, lugar que hoje Walter ocupa. Aliás, Walter já comanda outro partido no Estado: o PTB. Por que então
Walter seria solidário a Henrique?
 
E Garibaldi? Foi ministro de Dilma. Não ficaria bem virar agora um acusador do Governo que ele próprio ajudou a fazer. Daí a cautela do senador.

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