Henrique pode ter se precipitado.

O presidente estadual do PMDB, Henrique Alves, pode ter se precipitado. Numa jogada audaciosa, entregou o cargo de ministro do turismo que ocupava, sendo o primeiro do partido a trilhar o caminho estabelecido pelo vice-presidente Michel Temer.
No intricado tabuleiro no qual Henrique se coloca há dois poréns. Primeiro, os ministros pemedebistas estão nitidamente enrolando e sinalizando que não vão largar o osso. Katia Abreu foi flagrada, trocando mensagens neste sentido.
Segundo, já há conjecturas sobre a permanência da presidente Dilma Rousseff. O impeachment ainda segue em alta. Mas não tão forte como esperado. As chances do PT aumentam. O balcão funciona.
Caso Dilma permaneça, Henrique ingressa numa situação difícil e seu imenso grupo – conforme matéria do Agora RN, ele tem 100 indicações no RN – desalojado. Petistas do RN já cobram que seus liderados deixem os cargos federais nos quais se encontram muito bem servidos.
Ainda que sua ação goze da simpatia de Michel Temer, vai ficando claro que Henrique Alves poderia ter esperado um pouco mais.
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