Câmara retoma na semana que vem discussão da reforma política para definir financiamento eleitoral.

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Com o retorno dos trabalhos do Congresso, na próxima semana, deputados devem centrar seus esforços para votar a reforma política, que tem prazo para ser concluída, com a perspectiva de aprovação de pelo menos dois pontos: uma forma de financiamento das campanhas e a instituição de uma cláusula de barreira para partidos.
Segundo o vice-líder do governo Beto Mansur (PRB-SP), há interesse entre seus pares para retomar a discussão da reforma política após a votação na Câmara da denúncia contra o presidente Michel Temer pelo crime de corrupção passiva, dada a proximidade das eleições de 2018.
“A ideia é retomar com rapidez a votação das reformas”, disse Mansur à Reuters. “Inclusive a política, que tem prazo para ser votada.” Pela legislação atual, qualquer mudança nas regras precisa ocorrer pelo menos um ano antes das eleições.
O financiamento eleitoral, diz o vice-líder, é um dos temas centrais desse debate. Relatório apresentado em julho pelo relator da reforma em duas comissões especiais que discutem o tema, deputado Vicente Cândido (PT-SP), prevê o financiamento público das campanhas, via criação do Fundo Especial de Financiamento da Democracia, que teria 3,5 bilhões de reais em 2018, e 2 bi de reais a partir de 2020. As informações são da Agência Reuters.

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