Vaticano afirma que expulsou controlador financeiro por espionagem

O Vaticano afirmou neste domingo que expulsou seu primeiro controlador-geral de finanças, demitido em junho sem dar explicações, porque ele havia espionado funcionários do clero.
Em uma entrevista, o ex-controlador-geral afirmou ter sido pressionado a deixar o cargo devido a suas investigações sobre atividades ilegais.
“Não me demiti voluntariamente. Fui ameaçado de ser preso”, denunciou Libero Milone na entrevista publicada pelo jornal italiano “Il Corriere della Sera”.
Suas declarações provocaram uma reação do Vaticano poucas horas após sua publicação: “O escritório de Milone recorreu ilegalmente a uma empresa externa para investigar a vida privada dos membros da Santa Sé”.
“Isso alterou irremediavelmente a confiança depositada em Milone que, quando confrontado com suas responsabilidades, aceitou renunciar”, afirmou o Vaticano, que raramente comenta publicamente seus assuntos internos.
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